"O vigor físico é bom, o vigor intelectual é melhor ainda, mas, muito acima de ambos, está o vigor do caráter" theodore Roosevelt
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sérgio Cordeiro - Terceiro lugar no desafio do Deca Ironman.
Muitos acreditam que o Ironman seja a fronteira do limite físico de um triatleta, mas não é o que acredita Sérgio Cordeiro, o atleta completou a distância dez Ironmans em 10 dias, ficando em terceiro lugar no desafio do Deca Ironman, prova realizada em Monterrey, México. O ultramaratonista Sérgio Cordeiro participou no último dia 29 de agosto da Corrida Vertical em São Paulo, prova na qual teve que encarar 765 degraus e 31 andares de subida no prédio da Nestlé. Ele levou seis minutos cravados para chegar ao topo do edifício. O ultramaratonista brasileiro Sérgio Cordeiro foi a Monterey, no México, para a disputa do Double Deca Ironman, prova equivalente a 20 Ironman. Double Deca Ironman tem 76 quilômetros de natação, 3.600 de bike e 844 de corrida em 28 dias. Problemas técnicos o impediram de participar. Em vez de se dar por vencido, ele resolveu trocar de modalidade e participou do Deca Ironman (10 vezes a distância do Iron), onde ficou com a medalha de bronze. Foram 38 quilômetros de natação numa piscina coberta de 50m, 1.800 de ciclismo num circuito de 1.915 metros e 422 de corrida numa pista de 1.886m realizada desde o último dia 14/11.
Nesta competição os atletas não correm os 10 Ironman completos por dia, mas completam primeiro todo o trecho de natação, depois o de ciclismo e por fim a corrida. O cronômetro não para e o tempo final é corrido, incluindo os períodos de descanso. Sérgio marcou 246 horas 19 minutos e 48 segundos. o ultramaratonista que contou com a importante colaboração de Luiz Franca como homem de apoio. A vitória ficou com o francês Christian Mauduit (199h09min29) e o segundo lugar com o inglês David Clamp (239h04min56). Ao todo participaram 14 atletas de diversos países. Sérgio só conseguiu chegar ao México na véspera da prova e ainda foi obrigado a disputar boa parte do ciclismo com uma bike emprestada, já que sua bagagem e equipamento se extraviaram durante a viagem.
Aos 55 anos, mais de 20 deles dedicados ao esporte, ele sempre buscou grandes desafios, entre eles ter completado a Badwater, a ultramaratona no Vale da Morte (EUA), a Everest Marathon, na maior montanha do mundo e ter sido campeão da Volta à Ilha de Florianópolis. Ávido por conquistas maiores, ele também participou do Ultraman (10 quilômetros de natação; 276 de bike e 84 de corrida) e foi campeão do Deca Ironman em 2007.
Nesta competição os atletas não correm os 10 Ironman completos por dia, mas completam primeiro todo o trecho de natação, depois o de ciclismo e por fim a corrida. O cronômetro não para e o tempo final é corrido, incluindo os períodos de descanso. Sérgio marcou 246 horas 19 minutos e 48 segundos. o ultramaratonista que contou com a importante colaboração de Luiz Franca como homem de apoio. A vitória ficou com o francês Christian Mauduit (199h09min29) e o segundo lugar com o inglês David Clamp (239h04min56). Ao todo participaram 14 atletas de diversos países. Sérgio só conseguiu chegar ao México na véspera da prova e ainda foi obrigado a disputar boa parte do ciclismo com uma bike emprestada, já que sua bagagem e equipamento se extraviaram durante a viagem.
Aos 55 anos, mais de 20 deles dedicados ao esporte, ele sempre buscou grandes desafios, entre eles ter completado a Badwater, a ultramaratona no Vale da Morte (EUA), a Everest Marathon, na maior montanha do mundo e ter sido campeão da Volta à Ilha de Florianópolis. Ávido por conquistas maiores, ele também participou do Ultraman (10 quilômetros de natação; 276 de bike e 84 de corrida) e foi campeão do Deca Ironman em 2007.quinta-feira, 31 de março de 2011
Subida das Paineiras
Quando fui convidado pela primeira vez pela turma da Acoruja para um treino com muita emoção. Não tinha nem ideia o que eu ver. As dores por todo o corpo, o suor caindo nos olhos, a sede e a fome eram implacáveis, mas valeu muito apena. Meu premio na chegada foi um banho nas águas geladas da montanha. A concentração foi às 7:00 da manhá, na rua Alice nas Laranjeiras para a Subida das Paineiras. Foram 25 pessoas. Como foi minha primeiras vez, acabei tirando algumas fotos do lugar. Realmente o Carlos e a Letícia estavam com razão, foi um treino com muita emoção. O lugar é muito lindo. 

















quarta-feira, 30 de março de 2011
Um exemplo de luta
Todos temos nossos sonhos, nossos problemas e momentos difíceis e quase todos temos objetivos. Poucos conseguem tornar seus sonhos realidade sem um caminho difícil, outros mudam o destino final quando encontram um obstáculo inesperado e outros, simplesmente, colocam seu coração, perseverança e dedicação em busca de um único objetivo – brilhar naquilo que fazem para ganhar a vida. Carlos Eduardo Rocha, o ‘Tá Danado’, um lutador brasileiro que vive na Alemanha e irá encarar Kris McCray em uma luta preliminar no UFC 126. Nascido em Cabedelo, mas criado nas ruas de João Pessoa na Paraíba, Carlos Eduardo, uma criança pobre e sem família, nunca se envolveu em coisas erradas. Ao invés disso, ele procurou sobreviver sem roubos ou drogas. Ele lavou pratos para ganhar algum dinheiro até ter a chance de se mudar para Fortaleza no Ceará. Essa é um assunto que o brasileiro, que mora em Hamburgo, Alemanha, não gosta de falar, evitando dar detalhes sobre o tempo em que ele tinha apenas as estrelas como teto. “Foi uma época que não gosto de lembrar nos dias de hoje. Prefiro olhar para frente e falar sobre como me sinto orgulhoso de ter sido acolhido pelo Darcio Lira”. Darcio, um instrutor tradicional de jiu-jitsu e líder da equipe que leva o seu nome, foi o cara que garantiu que o termo ‘vida nas ruas’ e o nome de Carlos Eduardo não fossem mais ditos na mesma frase. E o sonho de Eduzinho (como é chamado pelos amigos) começou a tomar forma assim que ele mostrou resistência e vontade nos seus primeiros treinos. Esses foram dois dos atributos que não apenas garantiram elogios do seu mestre, mas também o seu apelido – Tá Danado. “Eu era muito agitado no treino, então Dárcio me falou. ‘Ei, macho. Para de ser tão danado! Se acalme’. Eu estava lá sempre falando, brincando, então meus mestres Darcio e Darlynson me deram esse apelido”. Mas as dificuldades do brasileiro não terminaram quando ele começou a competir no Jiu-Jitsu. Seu time não tinha patrocinadores e logo ele percebeu que se quisesse fazer parte de um torneio, teria que fazer muitos esforços. “Jiu-jitsu não é um esporte barato em termos de entrar nas competições e viajar para os grandes torneios. E os torneios eram realizados em estados diferentes dos que vivi no Brasil. Eu só tive chance nas faixas azul e roxa para competir na Copa do Mundo de Jiu-jitsu”.
E essas viagens que ele fez não foram em vão, pois Carlos Eduardo conquistou as medalhas de ouro. A segunda viagem lhe garantiu o primeiro lugar no pódio na sua categoria e no absoluto, fatos que levaram o lutador a sonhar com as lutas de MMA. Mas se o Jiu-Jitsu já era cercado de dificuldades, MMA seria ainda pior, pois treinaria treinar com uma equipe sem tradição nas Artes Marciais Mistas e sem dinheiro. Mas ‘Tá Danado’ continuou acreditando durante o caminho. “Eu já tinha meus ídolos: Rickson Gracie, Ricardo Arona, ‘Minotauro’ Nogueira, Mauricio ‘Shogun’ Rua e Rogerio ‘Minotouro’ Nogueira. Depois veio o exercito cearense no UFC. Eu falava com meus companheiros de equipe e dizia que um dia eu estaria no octógono. Eu treinei forte, bati em alguns caras e agora estou aqui”. Simples de descrever, mas não tão simples de realizar. Sem uma única de luta de MMA, ‘Ta Danado’ teve a oportunidade de fazer uma vida diferente na Alemanha. O cara que não tinha nada no Brasil, que limpava os tatames por pura gratidão aos seus mestres, recebeu um convite de um cidadão alemão que estava visitando o Dojo de Lira em 2007. A chance de começar sua carreira no MMA deixou o paraíbano de nascimento e cearense de coração com apenas um pensamento: é agora ou nunca. “Quando Kai Schreider me falou das condições, eu apenas peguei minha mochila e disse ‘vamos’. Ele tinha contato com um dos pioneiros da MMA na Alemanha, Andre Balschmieter, e eu finalmente comecei a dar aulas”. Carlos Eduardo nem pensou muito sobre as diferenças culturais, climáticas e a distância do seu povo, e ele sabia que enfrentaria pequenos obstáculos pelo caminho, mas o maior era mostrar ao povo alemão que artes marciais não era apenas um produto, mas sim algo com filosofia e respeito. Com sua primeira tarefa completada, a segunda – sua estreia no MMA – não aconteceu no seu primeiro ano na Alemanha. Mas Carlos Eduardo seguiu dando aulas até o dia em que foi para Dresden como o segundo de Balschmieter. Por conta de problemas medicos, o pioneiro do MMA alemão não pôde competir e ‘Ta Danado’ ficou com a sua vaga. “Eu não estava preparado tecnicamente, mas era o que eu queria fazer. Eles não queriam que eu competisse porque eu era um campeão mundial de Jiu-jitsu. Mas logo tudo ficou bem e eu finalizei um cara com um estrangulamento”. A primeira competição de MMA do brasileiro era para ser um torneio, mas com caras se lesionando durante a competição, ele apenas lutou uma vez. Bom, pois na final encararia um veterano com 17 lutas no seu currículo… entretanto, dois meses depois, a luta envolvendo os dois foi inevitável e o brasileiro mostrou a raça nordestina finalizando Steve ‘Machine’ Mensing com uma bem encaixada chave de perna. Com um recorde atual de 8-0, sendo sete vitórias por finalização, Carlos Eduardo é agora um grande ídolo na Alemanha. Dando aulas na X-Ess Fights Gym, academia que o amigo/irmão Willy Steinky conseguiu para ele, o brasileiro tem uma legião de fãs, e é atleta do UFC. Tudo isso podia força-lo a esquecer suas raízes, entretanto Carlos Eduardo ainda mantém relações com a equipe onde tudo começou. Na busca por lutadores experientes para treinar, ele chegou na Gracie Fusion no Rio de Janeiro, mas apenas depois de pedir permissão ao seu mestre Darcio Lira. E isso é algo raro de ver nos dias de hoje. “Roberto ‘Gordo’ Correa foi um cara que inspirou meu jogo no Jiu-jitsu e o seu time (Gracie Fusion) tem alguns dos melhores. O que eu vivi enquanto treinei no Rio foi a realização de um sonho. Eu via esses caras na TV e depois treinei com eles. Isso me motivou mais do que nunca. Para os fãs que procuram minhas lutas e só vêem finalizações, eu aviso – minha vida é um processo contínuo de aprendizado. Não foco meu treino em pés, pescoços ou braços. Eu estou entrando no octógono para mostrar o que um praticante de artes marciais tem de melhor – sabedoria”. Depois de seis semanas de treinamento, Carlos Eduardo se sente pronto para entrar no octógono na frente dos seus fãs na Alemanha. Lutando pela primeira vez na categoria até 77 quilos, ele revela o que o motiva ainda mais para a luta. “Meu empresário me disse que o contrato é de um luta apenas para me motivar, do tipo ‘vença a primeira e tenha outras’”. Eu não vejo McCray com as ferramentas para me surpreender. Bater esse ‘Tá Danado’ aqui não é fácil. Vamos impor 15 minutos de pressão sobre ele”.
E essas viagens que ele fez não foram em vão, pois Carlos Eduardo conquistou as medalhas de ouro. A segunda viagem lhe garantiu o primeiro lugar no pódio na sua categoria e no absoluto, fatos que levaram o lutador a sonhar com as lutas de MMA. Mas se o Jiu-Jitsu já era cercado de dificuldades, MMA seria ainda pior, pois treinaria treinar com uma equipe sem tradição nas Artes Marciais Mistas e sem dinheiro. Mas ‘Tá Danado’ continuou acreditando durante o caminho. “Eu já tinha meus ídolos: Rickson Gracie, Ricardo Arona, ‘Minotauro’ Nogueira, Mauricio ‘Shogun’ Rua e Rogerio ‘Minotouro’ Nogueira. Depois veio o exercito cearense no UFC. Eu falava com meus companheiros de equipe e dizia que um dia eu estaria no octógono. Eu treinei forte, bati em alguns caras e agora estou aqui”. Simples de descrever, mas não tão simples de realizar. Sem uma única de luta de MMA, ‘Ta Danado’ teve a oportunidade de fazer uma vida diferente na Alemanha. O cara que não tinha nada no Brasil, que limpava os tatames por pura gratidão aos seus mestres, recebeu um convite de um cidadão alemão que estava visitando o Dojo de Lira em 2007. A chance de começar sua carreira no MMA deixou o paraíbano de nascimento e cearense de coração com apenas um pensamento: é agora ou nunca. “Quando Kai Schreider me falou das condições, eu apenas peguei minha mochila e disse ‘vamos’. Ele tinha contato com um dos pioneiros da MMA na Alemanha, Andre Balschmieter, e eu finalmente comecei a dar aulas”. Carlos Eduardo nem pensou muito sobre as diferenças culturais, climáticas e a distância do seu povo, e ele sabia que enfrentaria pequenos obstáculos pelo caminho, mas o maior era mostrar ao povo alemão que artes marciais não era apenas um produto, mas sim algo com filosofia e respeito. Com sua primeira tarefa completada, a segunda – sua estreia no MMA – não aconteceu no seu primeiro ano na Alemanha. Mas Carlos Eduardo seguiu dando aulas até o dia em que foi para Dresden como o segundo de Balschmieter. Por conta de problemas medicos, o pioneiro do MMA alemão não pôde competir e ‘Ta Danado’ ficou com a sua vaga. “Eu não estava preparado tecnicamente, mas era o que eu queria fazer. Eles não queriam que eu competisse porque eu era um campeão mundial de Jiu-jitsu. Mas logo tudo ficou bem e eu finalizei um cara com um estrangulamento”. A primeira competição de MMA do brasileiro era para ser um torneio, mas com caras se lesionando durante a competição, ele apenas lutou uma vez. Bom, pois na final encararia um veterano com 17 lutas no seu currículo… entretanto, dois meses depois, a luta envolvendo os dois foi inevitável e o brasileiro mostrou a raça nordestina finalizando Steve ‘Machine’ Mensing com uma bem encaixada chave de perna. Com um recorde atual de 8-0, sendo sete vitórias por finalização, Carlos Eduardo é agora um grande ídolo na Alemanha. Dando aulas na X-Ess Fights Gym, academia que o amigo/irmão Willy Steinky conseguiu para ele, o brasileiro tem uma legião de fãs, e é atleta do UFC. Tudo isso podia força-lo a esquecer suas raízes, entretanto Carlos Eduardo ainda mantém relações com a equipe onde tudo começou. Na busca por lutadores experientes para treinar, ele chegou na Gracie Fusion no Rio de Janeiro, mas apenas depois de pedir permissão ao seu mestre Darcio Lira. E isso é algo raro de ver nos dias de hoje. “Roberto ‘Gordo’ Correa foi um cara que inspirou meu jogo no Jiu-jitsu e o seu time (Gracie Fusion) tem alguns dos melhores. O que eu vivi enquanto treinei no Rio foi a realização de um sonho. Eu via esses caras na TV e depois treinei com eles. Isso me motivou mais do que nunca. Para os fãs que procuram minhas lutas e só vêem finalizações, eu aviso – minha vida é um processo contínuo de aprendizado. Não foco meu treino em pés, pescoços ou braços. Eu estou entrando no octógono para mostrar o que um praticante de artes marciais tem de melhor – sabedoria”. Depois de seis semanas de treinamento, Carlos Eduardo se sente pronto para entrar no octógono na frente dos seus fãs na Alemanha. Lutando pela primeira vez na categoria até 77 quilos, ele revela o que o motiva ainda mais para a luta. “Meu empresário me disse que o contrato é de um luta apenas para me motivar, do tipo ‘vença a primeira e tenha outras’”. Eu não vejo McCray com as ferramentas para me surpreender. Bater esse ‘Tá Danado’ aqui não é fácil. Vamos impor 15 minutos de pressão sobre ele”. Fonte: UFC
quinta-feira, 24 de março de 2011
Saúde e Bem Estar

• Atividade Física e Hiperglicemia
• Exercício na medida certa
• Agitando a garotada
Atividade Física deve ser interrompida nos estados de hiperglicemia e cetoacidose
por Claudio Cancelliéri
A atividade física proporciona inúmeros benefícios para o portador de Diabetes Mellitus, que vão desde a diminuição da taxa glicêmica até a redução da ansiedade e da depressão, passando pela melhora da ação da insulina, melhora da sensibilidade celular à insulina e diminuição dos fatores de risco de doenças coronarianas, entre outros.
Porém, em algumas situações, a atividade física deve ser revista ou mesmo impedida, sob o risco de agravar algum problema ou gerar danos indesejáveis. Dentre estas situações está a combinação de hiperglicemia e cetoacidose. Este quadro é mais comum em pessoas com diabetes do tipo 1 do que naqueles do tipo 2 e merece algumas considerações.
• A hiperglicemia indica que há pouca insulina circundante e, consequente, descontrole metabólico. Nesta falta de insulina o organismo não pode fazer uso da glicose, passando a usar gordura como fonte de energia. É por isso que quem possui diabetes e está descompensado pode ter perda de peso considerável rapidamente.
• Consequência deste "rearranjo" metabólico é a presença de corpos cetônicos no sangue – um subproduto da utilização da gordura - que pode ser danosa para o diabético. O aumento da taxa de corpos cetônicos no sangue leva à cetoacidose.
Assim, mediante atividade física, o organismo continua a utilizar a gordura como fonte de energia, mas há estímulo para que o fígado libere glicose. Ocorre, então, a elevação da glicemia e possível agravamento da cetoacidose, podendo levar ao coma.
Na prática, os passos para detectar essa condição são os seguintes:
1- antes de iniciar uma atividade física, deve-se medir a taxa de glicemia com a utilização de um glicosímetro;
2- se a glicemia medida for igual ou superior a 250mg/dl, procede-se a medição da cetona na urina, através de uma fita específica comum no mercado;
3- ocorrendo resultado positivo, a atividade física deve ser interrompida e o contato com o médico responsável torna-se imperativo;
4- mesmo que não haja cetona na urina, a atividade física não é recomendável para diabéticos que utilizam insulina e tenham glicemia superior a 400 mg/dl.
Resumindo, glicemia anterior à atividade física igual ou acima de 250 mg/dl e cetona, contra-indicam a prática de exercícios e este quadro deve ser revertido rapidamente. Além desta situação, outras merecem atenção e adequação da atividade física: doenças secundárias associadas como problemas nos olhos, rins, sistema nervoso e circulatório.Converse com seu médico antes de iniciar um programa de atividade física e procure um profissional da Educação Física que conheça as nuanças do diabetes. Caso contrário, ao invés de benefícios você poderá ter sérios problemas.
Claudio Cancelliéri é professor de Educação Física, psicólogo e orientador de atividades físicas da ANAD – Associação Nacional de Assistência ao Diabético.
Exercícios na Medida Certa
Sabemos que qualquer atividade físicaou modalidade esportiva é essencial para a manutenção da saúde das pessoas. Para quem tem diabetes faz parte do tratamento, pois melhora a ação da insulina, ajuda a manter ou reduzir o peso, torna mais eficientes as funções cardiocirculatória e respiratória, promovendo não só o bem estar físico mas também o mental e o social. Porém nem todas as pessoas podem ir a uma academia, clube ou contar com o acompanhamento de um personal trainner. Por isso o BD Bom Dia procurou a professora de Educação Física formada pela EEFE-USP, Moema Kuncevicius Bueno, para passar algumas informações importantes para a prática da mais simples atividade física: a caminhada.
A primeira recomendação da professora Moema é passar pela avaliação médica indispensável para examinar a glicemia, as condições cardíacas, circulatórias, respiratórias, pressão arterial assim como as condições dos pés. "Os exercícios devem ser realizados pelo menos três vezes por semana e não devem ultrapassar 40 minutos", observa. Moema alerta também que não se deve praticá-los em jejum nem nos períodos de ação máxima da insulina, para que não ocorra a hipoglicemia. "O teste de glicemia capilar deve ser realizado antes, depois e até durante qualquer atividade física para que se conheça o perfil glicêmico, prevenindo complicações", orienta. Quando a glicemia estiver baixa, é preciso comer algo antes da atividade. Um alerta: não se deve praticar exercícios quando a glicemia estiver alta (acima de 250 mg/dl) ou na presença de cetonúria (cetona na urina).
A caminhada deve ser praticada em passo normal. Quem caminha deve manter uma postura reta, com a cabeça erguida, a barriga e o bumbum contraídos. As pessoas que caminham devem evitar aplicar insulina nas coxas antes ou após os exercícios, isso pode potencializar a ação da insulina causando hipoglicemi
ALONGAMENTOS BÁSICOS
Antes e depois de caminhar ou fazer qualquer atividade física, é preciso realizar alguns movimentos simples de alongamento que melhoram o rendimento dos exercícios, beneficiam os resultados e previnem distensões e lesões musculares.
Veja como fazer os alongamentos e siga as ilustrações abaixo:
1. Apóie a ponta do pé na guia da calçada e mantenha o calcanhar no chão, projetando o quadril para frente. Neste caso, ocorre o alongamento da panturrilha, ou batata da perna. Faça este alongamento durante 30 segundos em cada perna.
2. Apóie-se numa parede e puxe um dos pés para trás (30 segundos em cada perna). Isso serve para alongar o músculo da coxa, o quadríceps.
3. Entrelace as mãos atrás do corpo, alongue os braços e projete o peito para frente.
4. Cruze um dos braços à frente do peito e puxe-o pelo cotovelo com o outro braço. Inverta a posição dos braços e faça novamente.
5. Por fim, estique a coluna: cruze as mãos acima da cabeça, estique o braço e as costas, erguendo-se na ponta dos pés. Cada um destes alongamentos deve ser feito de forma bem lenta. Se sentir algum desconforto ou dor, interrompa o exercício.
Moema Kuncevicius Bueno
Prof. Educação Física
formada pela USP (São Paulo - SP)
Agitando a garotada
Prof. William R. Komatsu - Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP (EPM)
Quais os benefícios da atividade física para as crianças?
Prof. William Komatsu: Os benefícios são muitos, dentre eles a diminuição da glicemia com o aumento da capacitação de glicose pelo músculo. Ocorre também a potencialização da ação da insulina, com aumento da captação de glicose pós-exercícios, e no caso de crianças com diabetes tipo 2, colabora no controle de peso, redução de colesterol e triglicérides no sangue.
Qual deve ser a freqüência, a duração e a intensidade dos exercícios para as crianças com DM tipo 1?
Quanto à freqüência, a criança pode realizar a atividade física quantas vezes quiser desde que esteja com um bom controle glicêmico. Além disso, os exercícios devem ser bem orientados pelo profissional de Educação Física. É imprescindível que a criança tenha o acompanhamento da equipe multiprofissional (médico, professor de Educação Física, enfermeiro e nutricionista). Quanto à duração, uma hora diária já é suficiente, pois a criança está sempre ativa. Se a atividade ultrapassar esse tempo, é necessária a ingestão de carboidratos durante a atividade para se evitar uma hipoglicemia. Lembramos que durante a atividade deve ser medida a glicemia. Em relação à intensidade, deve-se respeitar a capacidade individual de cada criança.
Quais os exercícios mais recomendados para a garotada, nas diferentes faixas de idade? Que tipo de exercício não é recomendado?
Os exercícios recomendados são aqueles que a criança tem maior afinidade. Não adianta impor atividades em que a criança não se sente bem ou que não goste. O importante é incentivar atividades lúdicas e recreativas. Não se deve pensar em exercícios somente para obter um bom controle glicêmico. É preciso incentivar a criança a se tornar bastante ativa, deixando-a brincar com os amigos na escola, no clube, nos parques. Em qualquer fase da infância, se não houver nenhuma complicação, qualquer exercício é recomendado desde que realizado com bom senso, é lógico.
Na escola, como a criança deve participar das aulas de Educação Física?
Antes de iniciar a aula de Educação Física, é interessante a criança medir sua glicemia. Porém, se isso não for possível, peça para ela ingerir algum alimento com carboidrato simples para evitar uma possível hipoglicemia durante ou no final da aula. Os pais devem informar os professores da escola que seu filho possui diabetes e quando apresentar sinais de hipoglicemia, oriente-os a dar açúcar de absorção rápida e carboidratos como bolachas que de preferência a criança já leve consigo. No caso de hiperglicemia, orientar para que beba bastante água e se possível aplique insulina e comunique os pais. O ideal é promover palestras educativas sobre diabetes para os profissionais de ensino.
Quando a criança com diabetes tipo 1 não deve praticar exercícios físicos?
A criança não deve praticar exercícios se a glicemia estiver acima de 250 mg/dl com presença de cetona (cetonúria, medido na urina ou cetonemia, medido no sangue). Também não é recomendado se estiver acima de 300mg/dl. Neste caso, entre em contato com o médico e depois de normalizada a glicemia retorne aos exercícios. Se a glicemia apresentar valores acima de 250 mg/dl com presença de cetona, não se deve realizar o exercício, pois a cetona é um produto derivado da “queima” de gordura. Isto quer dizer que há falta de insulina no sangue e como a glicose não consegue chegar na célula, o organismo acaba utilizando outros substratos, no caso a gordura, para produzir energia. Portanto, se não há utilização da glicose, esta não irá diminuir e poderá até aumentar os valores. Porém, se não houver cetona, a atividade física pode ser realizada, pois há insulina e os níveis de glicemia irão diminuir.
quarta-feira, 23 de março de 2011
CRAVO DA ÍNDIA
chá de cravo da índia é bastante interessante para dores de cabeça.

Uma colher de sopa de Cravos da Índia
Um litro de água
Apenas ferva a água junto com os Cravos da Índia. Deixe amornar e coe o chá.
Beba três xícaras do chá por dia
Cuidados
Gestantes devem evitar o Cravo da Índia pois pode levar ao aborto.
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